sexta-feira

Batucada Falada

No Festival de Inverno de Paranapiacaba.

A Batucada Falada promove uma integração artística entre poetas, MC´S, sambistas e percussionistas.

Dias: 12, 19 e 26 de julho, às 19h
no Largo dos Padeiros.

Ensaio na Casa da Palavra Este é o projeto Batucada Falada, ele tem como interesse valorizar poetas urbanos, escritores, a oralidade africana, a música nordestina, a música regional que esta aí, às vezes, esquecida pelos gestores públicos responsáveis por fazerem as coisas acontecerem. Tem como interesse fazer essa mistura virar a voz desse povo, um canal para poetas trocarem suas experiências, poesias, seus livros e suas músicas.

Robson Luiz Santos Silva, titular da Comissão de Música

A palavra sagrada, batucada. Estamos aí pra juntar a palavra que incendeia a página, serena uma orelha, põe um verde numa sola, juntar com a palma da mão, com a dedilhada sensível do violinista. Tenho uma vontade que é desenvolver um trabalho com literatura, estou falando de página, papel, da árvore que virou livro e continua frutificando, falo de leitura. Tenho interesse de descobrir nessa minha passagem qual a relação entre dança e literatura, audição e leitura. Por isso tento aprender essa dimensão da palavra seja na capoeiragem cantada e versada de improviso, seja num recital como da Coperifa que fazemos todo ano, como a da palavra que está formigando dentro de um livro. Batucada falada junta música com seu ritmo e até a busca do contraste. Batucada falada é namorar páginas, a melodia, a percussão, a ginga do corpo. Incendiar o cerebreiro.

Alan da Rosa, poeta, membro da Cooperifa.

Achei interessante esse projeto, essa roda, a cumplicidade, tudo tem a ver com essa coisa do Afro, africano, cultura negra. O Rogério trouxe muito bem esse lado da ladainha onde todos respondem, os tambores, e acho que a poesia coube muito bem no projeto, pois está chegando junto com a proposta da palavra.

Bebê do Góes, músico

Participar do projeto é sair da rotina, do samba que a gente está acostumado. É legal interagir com poetas, percussionistas, isso acaba deixando a música com mais identidade. E se é legal pra gente, muito melhor vai ser para o público. E é o que interessa, não o que a gente vai tocar, mas as pessoas saírem de lá felizes, que gostem do trabalho. Levar o projeto para outros lugares onde a gente possa expor nosso trabalho.

Jefferson dos Santos, músico